segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Unhappy day

São as pessoas extremante felizes ou sou eu que não sei fingir? De qualquer modo, me chamaria Travis Bickle fácil fácil. Tentarei mais algumas vezes, não sei até quando. Por enquanto, me jogo nos livros sem romance, nos músicos suicidas e na dor existencial que nunca passa. Quer dizer, passa mas volta, a causa deve ser a inflexibilidade com o fracasso da estima humana. É tão falsa, as pessoas se vendem por tão pouco, por uma foto bonita, por um elogio barato, por um carro importado, por um cabelo alisado, por uma poligamia vã. O mundo como é hoje. Sinto-me unhappy o tempo inteiro, mesmo com comida no prato e moradia. Que bela cria da sociedade eu sou, assumindo a opção B do lado B. Porém, antes assim do que me vender para a doce ilusão da juventude eterna, na qual fazer merda é o way of life. Quero acompanhar o tempo e me lembrar de quando era jovem ontem, já estou mais velha desde quando comecei a escrever este texto, é engraçado. Consigo me lembrar de toda a cólera que passava por mim há minutos atrás, agora sinto conforto. Antes escrever do que apertar o grande botão vermelho.






Jordana Braz

Um comentário:

Bruna Novais disse...

Eu adorei todo o seu texto. uma identificação, desabei aqui.
o final me tocou demais, quase poderia ler e dizer que foi escrito por mim. :)
Sorvetes, sorvete de maracujá costuma de ajudar ;)