sábado, 9 de agosto de 2008

Punho fechado.

De punho fechado
A proteção fica extrema
Por medo da perda.
E quem ama, cuida.

Quando o punho perde a força,
A proteção afrouxa.
Perder é consequência
E a quem se ama, sente.

De punho fechado
Para mão aberta.
Quem protegia, abandona.
O protegido, apenas chora.
Ainda na palma da mão.

Em meio às linhas da vida e digitais,
Se segura por vontade própria.
E mesmo que o diabo atente,
Não pula pelos vãos dos dedos.

Prefere estar naquelas mãos.
Prefere ficar à espera do mesmo punho.
E enquanto isso não chega
E por mais que isso demore, continua ali.

Jordana Braz

5 comentários:

Pierre disse...

BelO Texto... Parabéns !

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*Campanha Contra a Pedofilia
*A Nova Revolução Cultural
*5º Selo

[A PROCURA DE NOVAS PARCERIAS]

Abç's !

Um cara ai disse...

otimos versos
nessa noite fria e chuvosa
e fora as coisas na minha cabeça
eles pareceram tão verdade =x

beijo.

Pato Phoenix disse...

Olá!
É ótimo também poder dizer que seus versos são lindos!

Esta reflexão sobre o "punho fechado" por exemplo é original e precisa!

Visite sempre o Ignis!
Inté! [2]

Thatha disse...

Muito bonito o seu texto e o blog..^^

Lucas Fernandes disse...

Jordana,

Simples, porém bela poesia. As mãos, símbolo do toque e da sensibilidade humana, traz à tona a temática da liberdade. O "criar asas" e voar.

Originalidade e plasticidade poética. Ser livre ou manter-se protegido por aqueles que nos amam? Eis a questão.

Parabéns! Abraços.
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